16 de novembro de 2014

Stonehenge

   
   Não sou nenhum Jack Kerouac pra narrar aventuras de viagens, ou transformar esse blog em algo sobre isso, ou sobre Arqueologia. Essa dúvida tem me limitado por algum tempo, e por isso há meses não publico nada. Então, chega de pensar, não busco por leitores do blog, nem por definí-lo. Vou apenas postando. 

   Sobre o Stonehenge, posso começar por algo engraçado. O visitei em 2012 durante o intercâmbio na Espanha, na Universidad de Granada. E quando voltei da viagem, tínhamos que apresentar um trabalho criticando a maneira como a Arqueologia é apresentada publicamente. Apesar da imensa alegria de visitá-lo, fiz sobre o Stonehenge. 

EL LENGUAJE DE LA VISITA TURÍSTICA A STONEHENGE


Como estudiante de Historia, intento buscar autores que exponen su método de pesquisa y sus resultados a partir de determinadas fuentes. En mi paseo turístico a Stonehenge ese año, tuve que parar de escuchar el guía y hacer mi paseo sin información. Mi objetivo es mostrar aquí como la publicidad construye un imaginário mágico y mítico acerca de la arqueología, tomando Stonehenge como ejemplo.

El viaje lleva una hora salindo de Londres, y cuesta aproximadamente 32 libras. Cuando niña, impulsionada pela mídia, documentales, películas, fotos y publicidad, yo ya tenía el sueño de visitar Stonehenge. En esa época, me acuerdo que la idea de ruinas antiguas de los celtas, un templo muy bien conservado, me parecia fascinante. Hoy, los motivos cambiaran, se tornaran más academicos, pero el sueño continuava y fui a la excursión.

En el autobús estuve hablando con una señora que me dijo que era esencial escuchar el guia (un aparejo como un teléfono móvil) para comprender lo que es Stonehenge. Y como yo no sabía mucho sobre el sitio arqueologico, cogí el guia. Lo que se pasó es que las informaciones son sensacionalistas, en verdad la impresión que tuve es que son cuestiones “misteriosas” para engrandecer el misterio a los ojos de los turistas.

A mi me gustaria tener informaciones de los estudios actuales sobre Stonehenge, en qué cuestiones están trabajando los pesquisadores, con qué fuentes, y cómo lo están haciendo, sus teorias acerca del funcionamento del lugar, cosas también sobre su construcción pero de manera – obviamente, no académica porque la explicación deve estar en un lenguaje en que la gente comprenda, de niños a mayores, estudiantes o no – pero menos poetica, menos mística. Sin rechazar la importancia arqueológica de Stonehenge, mi critica es al tipo de lenguaje utilizada en la información turistica.

Las cosas más interesantes que me impresionaron cuando llegué allí son los montes de tierra alrededor (trescientos sesenta grados) del círculo de piedras:


Stonehenge, según la administración del sitio, fue construido a cinco mil años atrás, en el periodo Neolitico, y es el sitio arqueológico más visitado en el mundo. La visita me instigó el interese por leyer lo que hay de producción cientifica sobre Stonehenge, y todavia si no hay explicaciones para todo, estudiar su contexto, el Neolítico, puede ayudar a comprender lo que se pasava en Europa en la época de su construcción y después durante el desarollo de las posibles actividades en el edificio, astronomicas, religiosas, rituales o otras posibilidades.

Gallay relaciona los primeros atos de megalitismo del período Neolítico a sepultamientos:
“El desarollo del megalitismo (construcciones con grandes piedras) a lo largo de la fachada atlántica de Europa constituye, sin duda, una de las componentes más espectaculares de los ritos funerarios neolíticos. Su carácter más específico reside en la monumentalidad de las tumbas. Estos edificios han exigido un trabajo colectivo considerable, lo que implica la existencia de mecanismos sociales de coordinación y aplicación de energías humanas, aun cuando no estén obligatoriamente ligados a la existencia de un fuerte poder político de los jefes locales”[1].

Ese autor no habla de Stonehenge en ese artículo, pero tiene sus teorias cientificas acerca del megalitismo neolítico, y admite que el origen de esa práctica no se sabe al cierto. Hablando con mis colegas de excursión al final del paseo, la mayoría estaba segura de que Stonehenge fue un templo religioso y un lugar mágico. No digo que están equivocados, pero no estoy de acuerdo de que estén tan seguros de una teoria que es quizás no tan aceptada. El contexto neolítico de la región no fue resaltado y en mi opinión seria importante para el entendimiento del sitio.

El turismo arqueológico es un tema que me llama atención, creo que debe ser planeado de manera a llamar la atención de la sociedad, de gente de todas las edades, para intentar tornar la “pré-história” interesante a quién visita los sitios. Sin embargo, lo que es importante es comprender los procesos culturales de esa pré-história, conocer las teorias, sin que el marketing haga de ese conocimiento una cosa demasiado mítica o lejana. 



[1] GALLAY, Alain. El hombre neolitico y la muerte. p. 72. 
   









10 de agosto de 2013

Comer em Budapeste (Magyarország) !!



    Pra escrever sobre a comida de algum lugar, é Budapeste! Justamente porque lá comida boa e de qualidade é muito barata, sendo que 1 euro que é aproximadamente 280 florines. O tempero é bem picante, tendo a páprika como ingrediente especial, além de cebola e alho. Páprika é um termo húngaro para o pimentão-doce, que é da América Central na verdade. A batata é essencial nos pratos húngaros, assada, cozida e frita. Salames e salsichas defumadas são tradicionais.


    GOULASH !!! É mais típico da Hungria. É uma sopinha de carne de vaca - às vezes de porco - picada em cubos; com farinha, vegetais como cenoura, cebola e... páprika.

Goulash em Budapeste, acompanhado com pão

Frango, batatas, vegetais crus e maçã cozida (inclusive muito tradicional na Bélgica).



   Pratos sofisticados e tradicionais, em um restaurante agradável, no centro, com atendimento em inglês, e com preços EXCELENTES. Jamais comi fora tão bem assim na Espanha, onde morei, por exemplo.
 
   
    Comida Vegetariana!! No centro, encontramos um restaurante, desses com mesa na calçada, com pratos vegetarianos muito baratos. Um prato saía a mais ou menos 6, 7 euros.





    Beber em Budapest ! Pálinka é a bebida tradicional, um destilado de frutas, que tem fama de ser bem forte. Segundo fofocas medievais, a bebida servia de remédio para a artrite do rei Carlos I, no século XIV.
   Nos bares tomando cerveja é quando os húngaros são extremamente simpáticos, segundo a húngara guia de Free Walk Tours (em Budapeste, saindo do centro, você participa de passeios guiados grátis, uma oportunidade para conhecer a história da cidade).
  Ôh pessoal receptivo e extremamente doce, o de Budapeste! Até mesmo quem não fala inglês, se esforça em mímica pra ajudar!!
   O bar da foto é um famoso ponto de encontro entre turistas e húngaros, com uma decoração feita de reciclagem, até mesmo com um carro reciclado, dentro do bar! É um dos chamados "ruin pubs", bares em ruínas.

                   Encontro no Szimpla Kert, um ruin pub considerado o terceiro melhor bar do mundo!!

   Sobremesas!!!! Em Budapest, mochileiros pé rapados conseguem comer SOBREMESAS. E deliciosíssimas. O que chama a atenção são as tortas. Preços que nem no Brasil eu conseguiria.







    Uma dica é comprar um pote grande de sorvete e compartilhar com os amigos no "Aquário", uma praça que é ponto de festa/encontro no centro de Budapest.

Café

     E, seeeeeee bater a saudade de uma comidinha brasileira, na ilha no Danúbio você encontra milho cozido pra comprar. E no centro da cidade, encontramos por acaso um restaurante brasileiro!! Coversamos com a proprietária, eles trazem os ingredientes nas malas, e vendem comidas típicas de várias regiões brasileiras.

 
 
  

Além de tudo, sempre há kebabs, e boas pizzas !!

 

 Köszönöm ("kuh su nam", obrigada em húngaro)!!

21 de julho de 2013

Whiskas pelo mundo - Supermercado como visita turística


   
   É interessante observar como as marcas se adaptam aos consumidores de diferentes nações. Os sorvetes chamados kibon, no Brasil, mudam de nome a cada país, persistindo sua logo de coraçãozinho, que permite identificar que "streets", "HB", "Lusso" ou "Miko" é aquele mesmo sorvete no seu país, com outro nome.

   Em minhas viagens rastreei a whiskas - ração que os meus gatos comem. A whiskas sempre se chama whiskas, e a cor é violeta, com o mesmo gatinho estampado. As embalagens mudam, seu material e formato.

  De Budapeste, com embalagem econômica, e bastante húngaro, mesclado com inglês, lembrando que muita gente em Budapeste fala inglês, principalmente os jovens e as pessoas que trabalham no centro e estão em contato com turistas:



   Como morei em Granada, na Espanha, tenho uma coleção de produtos de gatos, dentre ração e areia sanitária:









Friskies, da Purina, também com o mesmo nome e o mesmo gatinho, em Granada:



Florença, na Itália. Umas comidinhas diferentes e sofisticadas, além da whiskas tradicional:



Paris, com bastante ração em lata, o que chama a atenção é a variedade de sabores:



   O que estaria nas entrelinhas com relação às diferenças dos produtos de um país para o outro?, essas diferentes embalagens de whiskas, sabores, variedade de produtos e preços seguem as tendências dos diferentes consumidores. 

   Uma simples visita ao supermercado de um lugar nos revela muito sobre as preferências e necessidades culturais locais. É uma espécie de arqueologia da contemporaneidade, uma análise da cultura material, que nos leva a traçar características do perfil dos consumidores. Um tour pelo supermercado, pelos mercados tradicionais e feiras ao ar livre é sempre interessante, com um olhar crítico, comparativo e curioso. 



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