10 de agosto de 2013

Comer em Budapeste (Magyarország) !!



    Pra escrever sobre a comida de algum lugar, é Budapeste! Justamente porque lá comida boa e de qualidade é muito barata, sendo que 1 euro que é aproximadamente 280 florines. O tempero é bem picante, tendo a páprika como ingrediente especial, além de cebola e alho. Páprika é um termo húngaro para o pimentão-doce, que é da América Central na verdade. A batata é essencial nos pratos húngaros, assada, cozida e frita. Salames e salsichas defumadas são tradicionais.


    GOULASH !!! É mais típico da Hungria. É uma sopinha de carne de vaca - às vezes de porco - picada em cubos; com farinha, vegetais como cenoura, cebola e... páprika.

Goulash em Budapeste, acompanhado com pão

Frango, batatas, vegetais crus e maçã cozida (inclusive muito tradicional na Bélgica).



   Pratos sofisticados e tradicionais, em um restaurante agradável, no centro, com atendimento em inglês, e com preços EXCELENTES. Jamais comi fora tão bem assim na Espanha, onde morei, por exemplo.
 
   
    Comida Vegetariana!! No centro, encontramos um restaurante, desses com mesa na calçada, com pratos vegetarianos muito baratos. Um prato saía a mais ou menos 6, 7 euros.





    Beber em Budapest ! Pálinka é a bebida tradicional, um destilado de frutas, que tem fama de ser bem forte. Segundo fofocas medievais, a bebida servia de remédio para a artrite do rei Carlos I, no século XIV.
   Nos bares tomando cerveja é quando os húngaros são extremamente simpáticos, segundo a húngara guia de Free Walk Tours (em Budapeste, saindo do centro, você participa de passeios guiados grátis, uma oportunidade para conhecer a história da cidade).
  Ôh pessoal receptivo e extremamente doce, o de Budapeste! Até mesmo quem não fala inglês, se esforça em mímica pra ajudar!!
   O bar da foto é um famoso ponto de encontro entre turistas e húngaros, com uma decoração feita de reciclagem, até mesmo com um carro reciclado, dentro do bar! É um dos chamados "ruin pubs", bares em ruínas.

                   Encontro no Szimpla Kert, um ruin pub considerado o terceiro melhor bar do mundo!!

   Sobremesas!!!! Em Budapest, mochileiros pé rapados conseguem comer SOBREMESAS. E deliciosíssimas. O que chama a atenção são as tortas. Preços que nem no Brasil eu conseguiria.







    Uma dica é comprar um pote grande de sorvete e compartilhar com os amigos no "Aquário", uma praça que é ponto de festa/encontro no centro de Budapest.

Café

     E, seeeeeee bater a saudade de uma comidinha brasileira, na ilha no Danúbio você encontra milho cozido pra comprar. E no centro da cidade, encontramos por acaso um restaurante brasileiro!! Coversamos com a proprietária, eles trazem os ingredientes nas malas, e vendem comidas típicas de várias regiões brasileiras.

 
 
  

Além de tudo, sempre há kebabs, e boas pizzas !!

 

 Köszönöm ("kuh su nam", obrigada em húngaro)!!

21 de julho de 2013

Whiskas pelo mundo - Supermercado como visita turística


   
   É interessante observar como as marcas se adaptam aos consumidores de diferentes nações. Os sorvetes chamados kibon, no Brasil, mudam de nome a cada país, persistindo sua logo de coraçãozinho, que permite identificar que "streets", "HB", "Lusso" ou "Miko" é aquele mesmo sorvete no seu país, com outro nome.

   Em minhas viagens rastreei a whiskas - ração que os meus gatos comem. A whiskas sempre se chama whiskas, e a cor é violeta, com o mesmo gatinho estampado. As embalagens mudam, seu material e formato.

  De Budapeste, com embalagem econômica, e bastante húngaro, mesclado com inglês, lembrando que muita gente em Budapeste fala inglês, principalmente os jovens e as pessoas que trabalham no centro e estão em contato com turistas:



   Como morei em Granada, na Espanha, tenho uma coleção de produtos de gatos, dentre ração e areia sanitária:









Friskies, da Purina, também com o mesmo nome e o mesmo gatinho, em Granada:



Florença, na Itália. Umas comidinhas diferentes e sofisticadas, além da whiskas tradicional:



Paris, com bastante ração em lata, o que chama a atenção é a variedade de sabores:



   O que estaria nas entrelinhas com relação às diferenças dos produtos de um país para o outro?, essas diferentes embalagens de whiskas, sabores, variedade de produtos e preços seguem as tendências dos diferentes consumidores. 

   Uma simples visita ao supermercado de um lugar nos revela muito sobre as preferências e necessidades culturais locais. É uma espécie de arqueologia da contemporaneidade, uma análise da cultura material, que nos leva a traçar características do perfil dos consumidores. Um tour pelo supermercado, pelos mercados tradicionais e feiras ao ar livre é sempre interessante, com um olhar crítico, comparativo e curioso. 



15 de setembro de 2012

Veneza


É a cidade mais diferente que já vi! Incrivelmente bonita e abala completamente nossa concepção de "cidade".



   Antes de ir a Veneza eu a imaginava como cidade inundada, mas não, quando estive lá, em junho deste ano, estava tudo normal. Em algumas épocas do ano há sim inundações, segundo moradores.

   Veneza foi construída sobre um conjunto de ilhas no mar Adriático. No ano 452 as ilhas foram ocupadas por pescadores refugiados das invasões bárbaras.
A partir do século IX, a população aumentava e novos espaços tinham que ser criados para construções. A solução foi expandir as porções de terra firme e até criar novas ilhas por meio de aterramento. Essa estratégia de ocupação encurtou a distância entre algumas ilhas, formando canais e possibilitando o surgimento de construções maiores. Veneza só começou a ser construída pra valer em 810.
  
Ponte Rialto

   Veneza tem 409 pontes. A do Rialto é de 1591, e foi a primeira a atravessar o grande canal. Atualmente, é proibido construir novas pontes e edificações no centro histórico, para preservar a antiga estrutura da cidade.

 


   Essa é a Piazza San Marco. A Basílica de São Marcos é a mais famosa das igrejas de Veneza, e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina, assim como a Hagia Sofia de Constantinopla, hoje Istambul. Essa igrejas possuem diversas cúpulas, são edifícios  grandes e espaçosos, extremamente decorados.






Era a Veneza na Ponte dos Suspiros; um palácio de um lado, do outro uma prisão; vede o seu perfil emergir da água como o toque da varinha de um mágico…
Lord Byron, em Childe Harold's Pilgrimage, canto IV, estr. 1, 1812

 










   O Carnaval de Veneza é uma festa que dura dez dias e em que os participantes costumam usar trajes típicos do século XVIII e máscaras. Interrompido em 1797, foi somente retomado na década de 1980. A cidade está cheia de souvenirs e temáticas nesse sentido.


   O centro histórico de Veneza é formado hoje por 117 ilhas muito próximas, recortadas por 150 canais. Devido aos crescentes custos de moradia, inundações freqüentes e envelhecimento da população, o número de moradores caiu pela metade nos últimos 40 anos - são 62 mil, atualmente. Se continuar nesse ritmo, especialistas estimam que até 2030 Veneza seja uma cidade ocupada exclusivamente por turistas - 50 mil visitam a cidade diariamente.
 

 


   O barco clássico veneziano é a gôndola, mas agora é mais utilizado por turistas. Praticamente todos os moradores de veneza têm um barco, o sistema de transporte público da cidade é de barcos. No centro histórico e nas ilhas não há carros. Pela ponte que dá acesso do continente à ilha principal se chega de carro, mas não há como ir além.

 

Lasanha italiana, me custou 11 euros. Preço aceitável pra um ponto turístico agitado em Veneza.


Aqui um pouco da arquitetura gótica ao redor da Piazza San Marco.
Em Veneza nasceu e viveu Antonio Vivaldi (1678-1741).
Se tivesse de procurar uma palavra que substituísse "música" poderia pensar em "Veneza".
Friedrich Nietzsche


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...